sábado, 29 de agosto de 2009

Escola do Sertão é finalista em prêmio nacional de gestão

Unidade estadual de ensino de Afogados da Ingazeira é única representante do Nordeste na competição



Da Redação do Portal +AB

com informações do PE360graus.com

A escola Estadual Tomé Francisco da Silva, em Lagoa de Cruz, distrito de Quixaba, no Sertão do Alto Pajeú, é uma das seis escolas brasileiras finalistas do Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar – Ano Base 2008. A Unidade é a única representante da Região Nordeste na final,

O resultado será divulgado no dia 11 de novembro durante Seminário de Gestão Escolar realizado em Brasília com transmissão ao vivo do Canal Futura. O colégio pernambucano vai concorrer com as escolas Luíza Batista de Souza (Acre), Dr. Luiz Pinto de Almeida (Minas Gerais), Dom Bosco (Mato Grosso), Profª Ada Teixeira dos Santos Pereira (Mato Grosso do Sul) e Joca Costa (Tocantins).

O objetivo do prêmio é estimular e apoiar o desenvolvimento de uma cultura de auto-avaliação escolar, assim como incentivar o processo de melhoria contínua da escola.

A escola que conquistar o primeiro lugar recebe o prêmio de R$ 10 mil concedido pela Fundação Roberto Marinho e também o diploma Destaque Brasil. Os gestores recebem diploma Liderança em Gestão Escolar e viagem de intercâmbio no Brasil ou no exterior.

Na 10º edição, o Prêmio traz como novidade a escolha do Coordenador Estadual Destaque, que ganhará uma viagem de intercâmbio para os Estados Unidos, oferecida pela Embaixada Americana. O nome do vencedor será divulgado ainda neste mês de agosto.

Em edições anteriores, três escolas já conquistaram medalha de ouro: as Escolas Estaduais Jandira de Andrade Lima, de Limoeiro (ano base de 2002-2003), Severino Farias, em Surubim (2004) e Luiz Gonzaga Duarte, de Araripina (2005).

ESCOLA EXEMPLO

A Escola Tomé Francisco da Silva localiza-se no município de Quixaba, em um pequeno distrito de nome Lagoa da Cruz, região de difícil acesso e de economia baseada na agricultura, atendendo, sobretudo, alunos de zona rural. Quixaba está localizada próxima a cidade de Afogados da Ingazeira, no Sertão do Alto Pajeú, distante 435 km da capital pernambucana.

A gestão da escola vem realizando ações que partem da analise das dificuldades existentes nos aspectos físicos, administrativo e pedagógicos e possibilidades de soluções são apontadas pelo colegiado escolar, pais, alunos e comunidade.

A nota da escola Tomé Francisco da Silva no Índice de Desenvolvimento da Educação Básic (Ideb), em 2008, foi 6.6 no ensino de 1ª a 4ª série - superando a média 3.4, proposta de pelo MEC para a rede estadual de Pernambuco. No Ensino Fundamental II (5ª a 8ª), a escola atingiu nota 4.4, também acima da média proposta, que é de 2.4. Essa foi a primeira avaliação da unidade de ensino.

A escola obteve também o melhor rendimento entre todas as unidades estaduais no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (IDEPE), atingindo 100% da meta pactuada com a secretaria de Educação e as notas mais elevadas em todas as modalidades de ensino. A unidade é ainda referência no Estado em rendimento na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Ao longo dos anos vêm conquistando medalhas em todas as categorias.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Casos de dengue caem 47,9% em 2009

Novo balanço do Ministério da Saúde confirma tendência de queda de notificações este ano em relação a 2008

O novo balanço parcial de casos de dengue, divulgado hoje (24) pelo Ministério da Saúde, aponta redução de 47,9% nas notificações da doença, confirmando tendência verificada nas avaliações já feitas em 2009. A análise comparou os registros de casos de dengue dos estados e do Distrito Federal entre janeiro e 4 de julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Neste intervalo, em 2009, foram notificados 387.158 casos da doença, contra 743.517 em 2008 (veja tabela).

Em 20 estados e no Distrito Federal, houve redução no número de pessoas com dengue. O destaque foi o estado do Rio de Janeiro, com a maior queda (96,2%). Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram aumento. De acordo com o boletim, com exceção do Amapá, esses estados mais Minas Gerais e Goiás, concentraram 76,9% das notificações de 2009.

Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os poucos registros da doença foram de casos importados, ou seja, de pessoas que contraíram a doença em outros estados.

CASOS GRAVES – Também foi registrada queda (de 80,7%) nos casos graves de dengue, que passaram de 20.229, em 2008, para 3.896, em 2009. Esses casos correspondem à soma dos registros de Dengue com Complicações (DCC) e Febre Hemorrágica de Dengue (FHD).

Separando essas duas formas graves da doença, os casos de DCC tiveram redução de 84,8%, passando de 16.569 (2008) para 2.510 (2009). São pessoas que tiveram complicações decorrentes da doença, mas que não chegaram a ter um quadro classificado como dengue hemorrágica. No caso da FHD, a queda foi de 62,1%: foram 1.386 casos em 2009, contra 3660 em 2008.

ÓBITOS – O boletim mostra, ainda, uma redução de 65,7% nas mortes em decorrência da dengue. De acordo com dados enviados até o início de julho, houve 156 óbitos este ano, enquanto que no mesmo período do ano passado ocorreram 455.

O Ministério da Saúde destaca que os estados do Amapá, Tocantins, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul (caso importado), mesmo com registros de casos graves de dengue, não tiveram óbitos pela doença, o que demonstra a capacidade do SUS em organizar uma resposta adequada em situações de transmissão de dengue. A Paraíba, que também não registrou mortes, não teve sequer casos graves da doença.

CAUTELA E MOBILIZAÇÃO – Para o Ministério da Saúde, os dados devem ser analisados com cautela, pois se ações contra a doença não forem mantidas durante os períodos de baixa transmissão e reforçadas nas épocas de pico, o número de casos e óbitos pode voltar a aumentar. Portanto, as ações de controle e prevenção devem ser permanentes e envolver governo federal, estados e municípios, além da população, entidades de classe, organizações não governamentais e iniciativa privada.

A mobilização para evitar um agravamento do quadro de dengue em 2009 foi intensificada pelo Ministério da Saúde em outubro de 2008, meses antes do início do período de maior transmissão da doença, que vai de janeiro a maio. É neste intervalo que ocorrem aproximadamente 70% das notificações.

Na ocasião, foi anunciado o aumento de recursos para estados e municípios, que elevou para R$ 1,08 bilhão a verba para o combate à doença e a compra e distribuição aos estados de 270 nebulizadores costais motorizados, 200 veículos Kombi, 100 motocicletas, 40 veículos pick-up e 30 pulverizadores costais motorizados.

Em parceria com o Ministério da Defesa, 2.300 militares foram colocados à disposição para o combate à dengue e atendimento a pacientes. Já a parceria com o Ministério da Educação permitiu levar informação a estudantes e professores, como o filmete “Vila Saúde”, que está sendo veiculado para alunos do ensino básico.

O ministro José Gomes Temporão manteve intensa agenda com os gestores nos estados e municípios — especialmente para alertar contra uma eventual desmobilização e interrupção das ações de controle no período de transição de prefeitos e equipes após as eleições municipais. O Ministério da Saúde também lançou uma nova campanha de mídia sobre a prevenção da doença e anunciou os resultados do Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) com o objetivo de lançar o alerta nacional de reforço de ações em áreas críticas, entre outras ações.

Casos notificados de dengue por estado - Brasil 2008-2009

Regiões

2008

2009

Norte

66.814

48.316

RO

7.620

7.113

AC

2.043

17.942

AM

10.107

1.795

RR

4.340

4.206

PA

21.991

8.512

AP

1.424

2.619

TO

19.289

6.129

Nordeste

242.740

128.322

MA

5.699

1.821

PI

4.779

4.062

CE

62.610

13.334

RN

40.828

2.886

PB

8.186

802

PE

37.695

4.928

AL

16.715

3.509

SE

33.893

3.207

BA

32.335

93.773

Sudeste

358.881

131.584

MG

70.743

66.971

ES

32.557

49.144

RJ

248.769

9.457

SP(1)

6.812

6.012

Sul

15.678

7.916

PR

14.328

7.486

SC(2)

640

209

RS(2)

710

221

Centro Oeste

59.404

71.020

MS

3.984

12.176

MT

10.369

32.434

GO

42.092

25.126

DF

2.959

1.284

Total

743.517

387.158

(1) casos confirmados autóctones

(2) casos importados

*Fonte: SES/UFs

Dados até a semana epidemiológica 26, sujeitos à alteração.

Outras informações

Atendimento à Imprensa

(61) 3315 3580 e 3315 2351

jornalismo@saude.gov.br

sábado, 15 de agosto de 2009

Número de viciados em internet cresce no Brasil e no mundo

No início do mês, um adolescente de 15 anos morreu espancado em uma clínica de reabilitação para viciados em internet, no sul da China. O problema, mais divulgado no país asiático, tem se espalhado por todo o mundo.
Apesar de não haver consenso, de acordo com um estudo da Universidade La Salle, divulgado em 2008, há um total de 50 milhões de adictos na web.
Um relatório da entidade de psicologia britânica Advances Psychiatric Treatment estima, por sua vez, que o número de compulsivos gira de 5% a 10% do total de internautas no mundo (estimados em 1,3 bilhão de pessoas, de acordo com o Internet World Stats) —isso dá cerca de 100 milhões de pessoas.
Qualquer que seja o número real, o fato é que a cada dia mais e mais pessoas têm compulsão por usar a internet. Seja a web como um meio para alcançar o vício como sites com pornografia ou que realizam jogos online, por exemplo, ou o vício pela própria internet. Não é pouco comum pessoas que passam horas em frente à tela do computador, acessando e-mails, navegando no Orkut, pulando de página em página eletrônica, sem qualquer objetivo específico, mas "estando conectado".
Clínicas que atendem a pacientes em São Paulo, como o Proad (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática) da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), tem a demanda aumentada mensalmente.
"Não há um estudo solidificado do número de dependentes de internet no Brasil ou no mundo. Mas, de acordo com nossa experiência empírica, acreditamos que este número vem subindo paulatinamente", diz Aderbal Vieira, do Proad. Para comprovar essa escalada, a professora Rosa Farah mostra os números de atendimentos realizados pela PUC desde 2006 até 2008, quando foi realizado o último levantamento.
"Em 2006, o grupo de atendimento recebeu quinze e-mails solicitando orientação com relação ao vício. Em 2007, foram cinqüenta e-mails com pedidos de orientação", conta. "Houve um crescimento considerável. Para se ter uma idéia, somente no primeiro semestre de 2008, houve um total de 31 e-mails relatando problemas".

Menina recebe descarga elétrica ao fazer chapinha em Pernambuco

Segundo Conselho Tutelar, pai encontrou menina no chão de casa.Ela foi levada à unidade de saúde, mas chegou ao local morta.
Uma menina de 12 anos recebeu uma descarga elétrica enquanto fazia chapinha, em Paulista (PE), na quarta-feira (12). Ela chegou a ser encaminhada a uma unidade de saúde, mas chegou morta ao local.
Segundo o conselheiro tutelar Petrônio Márcio Pereira Barreto, a menina não foi à aula, na quarta, porque estava com sintomas de gripe e ficou sozinha em casa, pela manhã. Barreto disse ao G1 que, quando o pai chegou, encontrou a filha no chão, enrolada em uma toalha e com um aparelho de alisar cabelos em uma das mãos.
A suspeita é que ela saiu do banho, ligou a chapinha e foi atingida por uma descarga elétrica.
O Conselho Tutelar descartou a possibilidade de negligência e considerou o caso como fatalidade. "A família é estruturada e a menina raramente fica sozinha", disse Barreto.
Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Reajuste do Bolsa Família mantém poder de compra da população de baixa renda

Reajuste do Bolsa Família mantém poder de compra da população de baixa renda
O Governo Federal decidiu reajustar os benefícios do Bolsa Família em 9,67% para manter o poder de compra da população atendida e reforçar a distribuição de renda entre as famílias brasileiras. Os novos valores incorporam 6% de variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), entre julho de 2008 e junho de 2009, mais 4% de ganho real, destinados a consolidar a estratégia de redução das desigualdades individuais e regionais. Com a correção, que será paga a partir de setembro, o benefício médio passa de R$ 86,00 para R$ 95,00. “O reajuste protege o poder de compra das pessoas mais pobres, mantendo aquecido o mercado interno, o que ajuda diretamente as pequenas economias, barrando o ciclo da crise”, afirmou o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.

As medidas foram definidas por meio do decreto presidencial 6.917, publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31/07) e de acordo com o previsto no parágrafo 6º do artigo 2º da Lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. Além do reajuste do benefício, o decreto faz o arredondamento dos valores referentes ao critério de renda para ingresso no programa, executado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A renda per capita que caracteriza família em situação de pobreza passará de R$ 137,00 para R$ 140,00 e em extrema pobreza de R$ 69,00 para R$ 70,00. Esses valores foram atualizados em abril de 2009, mas sua aplicação trouxe dificuldades operacionais nos municípios e de comunicação com as famílias beneficiárias.

A partir de setembro, o benefício básico, pago às famílias com renda familiar de até R$ 70 por pessoa, subirá de R$ 62,00 para R$ 68,00. Já o benefício variável (pago de acordo com o número de crianças) passará de R$ 20,00 para R$ 22,00 e o recurso vinculado aos adolescentes de R$ 30 para R$ 33,00. Os dois benefícios variáveis são pagos a toda população cadastrada que se enquadra no perfil do programa (renda mensal de até R$ 140,00 per capita), mas são limitados a três crianças e a dois adolescentes por família. E todos precisam cumprir as condicionalidades do Bolsa Família: freqüência escolar de 85% das aulas para alunos dos 6 aos 15 anos; de 75% para adolescentes de 16 e 17 anos; vacinação infantil e acompanhamento do pré-natal.

Com a alteração, o valor mínimo vai de R$ 20,00 para R$ 22,00 e o máximo de R$ 182,00 para R$ 200,00. Presente em 11,4 milhões de domicílios pobres de todos os municípios brasileiros, o Bolsa Família é usado, especialmente, na aquisição de alimentos, material escolar, medicamentos e vestuário. O programa é considerado um eficaz instrumento para redução gradual das desigualdades regionais. Do total de famílias atendidas em julho de 2009, cerca de 47% residem na região Nordeste e aproximadamente 10% na região Norte, áreas que concentram pobreza no Brasil. Cálculos realizados pela Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, considerando a estimativa de beneficiários e o percentual de recomposição dos valores, o reajuste poderá contribuir com a redução do Índice de Gini do Brasil em 2,37% e com 30% da queda no número de famílias extremamente pobres.

A correção terá um impacto financeiro de R$ 406 milhões no orçamento do programa de 2009. Como a expansão do programa, que começou em maio, requer R$ 155 milhões, serão necessários R$ 561 milhões no total e o orçamento do programa Bolsa Família passará de R$ 11,4 bilhões para R$ 11,961 bilhões.

Essa é a terceira recomposição dos valores e dos critérios de atendimento em quase seis anos de execução do programa, que serão completados em 20 de outubro. A primeira recomposição nos valores do Bolsa Família de 18,25 % ocorreu em agosto de 2007. Em julho do ano passado, o reajuste foi de 8%. E neste ano chegou a 10%. O critério de renda para ingresso no programa passou de R$ 100 para R$ 120, em 2006. Em abril de 2009, houve outra revisão de R$ 120,00 para R$ 137,00, mas esse valor para caracterização de famílias pobres se mostrou ineficaz operacionalmente. Outra mudança no Bolsa Família foi a inclusão do benefício vinculado ao adolescente de 16 e 17 anos, em março de 2008, com o objetivo de fazer com que os jovens continuem na escola. São atendidos pelo programa quase dois milhões de adolescentes nessa faixa etária.

Em maio de 2009, o MDS iniciou a expansão do programa com a inclusão de mais 300 mil novas famílias. Essa estratégia foi adotada pelo Governo Federal para atender todas as famílias pobres brasileiras. Está previsto o ingresso de 500 mil famílias em agosto e outras 500 mil em outubro. A nova estimativa é atender 12,9 milhões de famílias até o início de 2010. Outra mudança no Bolsa Família foi a inclusão do benefício vinculado ao adolescente de 16 e 17 anos, em março de 2008, com o objetivo de fazer com que os jovens continuem na escola. São atendidos pelo programa quase dois milhões de adolescentes nessa faixa etária.


Veja como fica o reajuste do Bolsa Família




Valor médio do benefício
Valor atual valor com o reajuste
R$ 86,00 R$ 95,00

Benefício básico
Valor atual valor com o reajuste
R$ 62,00 R$ 68,00

Benefício Variável
Valor atual valor com o reajuste
R$ 20,00 R$ 22,00

Benefício/Adolescente
Valor atual valor com o reajuste
R$ 30,00 R$ 33,00

Critério para atendimento
Valor atual valor com o reajuste
R$ 137,00 R$ 140,00



Valor mínimo do benefício
Valor atual valor com o reajuste
R$ 20,00 R$ 22,00

Valor máximo do benefício
Valor atual valor com o reajuste
R$ 182,00 R$ 200,00


Para entender o Bolsa Família:
O Bolsa Família atende famílias com renda de até R$ 140,00 por pessoa, divididas em dois grupos:
1) As famílias com renda de até R$ 70 por pessoa terão, a partir de setembro, o direito ao benefício básico, de R$ 68,00, mais o benefício variável de R$ 22,00 (de acordo com o número de crianças de até 15 anos) no limite de três benefícios, além do benefício de R$ 33 para adolescentes de 16 e 17 anos ( no limite de dois benefícios). Com isso, essas famílias passam a recebem valores entre R$ 68,00 e R$ 200,00.

2) No caso das famílias com renda por pessoa de R$ 70,00 a R$ 140, são pagos apenas os benefícios variáveis: R$ 22,00 (de acordo com o número de crianças de até 15 anos) no limite de três benefícios, além do benefício de R$ 33,00 para adolescentes de 16 e 17 anos (no limite de dois benefícios). Com isso, essas famílias passam a receber de R$ 22,00 a R$ 132,00.


Informações para a imprensa
(61) 3433- 1106 / 3433- 1105 / 3433- 1022
ASCOM / MDS

sexta-feira, 24 de julho de 2009

JARBAS “ É FUNDAMENTAL O PAJEÚ ESCOLHER GIZA SIMÕES COMO SUA REPRESENTANTE”


O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) juntamente com as lideranças do seu partido a nível estadual e regional visitaram Afogados da Ingazeira e o Senador Jarbas frisou a importância que Afogados detém no cenário regional, falou de algumas obras que foram executadas no município e na região em sua administração, entre as obras Jarbas destacou o acesso de Solidão, uma obra importantíssima para o município, o acesso de Santa Terezinha onde, segundo Jarbas, na época das chuvas, muitas vezes era necessário ir pela Paraíba pra poder chegar a Santa Terezinha, a estrada que liga São José do Egito até a Paraíba, a estrada que liga Triunfo a Flores, em Tabira a estrada que liga Tabira até Água Branca, Jarbas frisou que procurou citar essas obras, pois em sua vinda de Serra Talhada a Afogados da Ingazeira o que ele viu foi uma estrada em terrível estado, porque quando se faz uma estrada tem que ser feita a manutenção dessa estrada futuramente. Jarbas falou que seu governo, diferentemente do que alguns falam, não trabalhou direcionado apenas para o Litoral e a Zona da Mata, ele pode mostrar que trabalhou muito em todas as regiões do Estado.
Jarbas falou que o PMDB está fazendo encontros em todas as regiões do Estado para conversar e dar satisfação, para se comunicar ouvindo o que cada um tem a falar e disse que é fundamental que a região do Pajeú se reúna para levar a Câmara dos Deputados a ex-prefeita Giza Simões porque é importante o Pajeú ter um representante na Câmara Legislativa, e uma pessoa que pode realmente representar o Pajeú é Giza Simões.
A ex-prefeita Giza Simões citou algumas das importantes obras que Jarbas Vasconcelos trouxe para o município e falou da importância de ter um nome com a credibilidade como Jarbas no Senado e que um encontro como este, realmente fortalece o partido a nível regional.
Raul Henry falou do caos que está hoje em Pernambuco o setor de Saúde, e disse que Eduardo Campos é um governo que não tem o que mostrar, já o grupo do Jarbas tem o que mostrar e que deu a base para o crescimento que hoje o estado enfrenta.E falou da importância para o Pajeú de escolher Giza Simões como a representante da região.
Representando o PMDB da Ingazeira estiveram presente o ex-prefeito Zé Veras e os vereadores Lino Morais, Ivoneide Veras e Salete.
Diversas lideranças regionais estiveram presentes entre os quais podemos destacar: Pe. Mario; Orisvaldo Inácio; Luciano Duque; Dorany Sampaio entre outros.

CANTINHO LITERÁRIO


CANTINHO LITERÁRIO
Por: Antonio dos Anjos
Presidente da Academia Afogadense de Letras AAL
E-mail: violasony@ig.com.br
Blog da AAL: WWW.aaletras.blogspot.com

FILOSOFIA

Filosofia Pré-Socrática, Filosofia Clássica, Filosofia Pós-Socrática, Filosofia Medieval, Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea, sofistas, definição, principais filósofos, correntes filosóficas, escolas filosóficas
FILOSOFIA: É uma ciência que aspira à verdade total, que o mundo não quer, busca a verdade nas múltiplas significações do ser-verdadeiro, segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única
FILOSOFIA NA GRÉCIA ANTIGA
OS PRÉ-SOCRÁTICOS
Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste a alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.
PERÍODO CLÁSSICO
Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates. Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem ( retórica ), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.
Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão.
Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências. Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.
PERÍODO PÓS-SOCRÁTICO
Está época vai do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, dentro de um contexto histórico que representa o final da hegemonia política e militar da Grécia.
Ceticismo : de acordo com os pensadores céticos, a dúvida deve estar sempre presente, pois o ser humano não consegue conhecer nada de forma exata e segura
Epicurismo : os epicuristas, seguidores do pensador Epicuro, defendiam que o bem era originário da prática da virtude. O corpo e a alma não deveriam sofrer para, desta forma, chegar-se ao prazer.
Estoicismo : os sábios estóicos como, por exemplo Marco Aurélio e Sêneca, defendiam a razão a qualquer preço. Os fenômenos exteriores a vida deviam ser deixados de lado, como a emoção, o prazer e o sofrimento.
PENSAMENTO MEDIEVAL
O pensamento na Idade Média foi muito influenciado pela Igreja Católica Desta forma, o teocentrismo acabou por definir as formas de sentir, ver e também pensar durante o período medieval. De acordo com Santo Agostinho, importante teólogo romano, o conhecimento e as idéias eram de origem divina. As verdades sobre o mundo e sobre todas as coisas deviam ser buscadas nas palavras de Deus.
Porém, a partir do século V até o século XIII, uma nova linha de pensamento ganha importância na Europa. Surge a escolástica, conjunto de idéias que visava unir a fé com o pensamento racional de Platão e Aristóteles. O principal representante desta linha de pensamento foi Santo Tomás de Aquino.
PENSAMENTO FILOSÓFICO MODERNO
Com o Renascimento Cultural e Científico, o surgimento da burguesia e o fim da Idade Média, as formas de pensar sobre o mundo e o Universo ganham novos rumos. A definição de conhecimento deixa de ser religiosa para entrar num âmbito racional e científico. O teocentrismo é deixado de lado e entre em cena o antropocentrismo ( homem no centro do Universo ). Neste contexto, René Descartes cria o cartesianismo, privilegiando a razão e considerando-a base de todo conhecimento.
A burguesia, camada social em crescimento econômico e político, tem seus ideais representados no empirismo e no idealismo.
No século XVII, o pesquisador e sábio inglês Francis Bacon cria um método experimental, conhecido como empirismo. Neste mesmo sentido, desenvolvem seus pensamentos Thomas Hobbes e John Locke.
O iluminismo surge em pleno século das Luzes, o século XVIII. A experiência, a razão e o método científico passam a ser as únicas formas de obtenção do conhecimento. Este, a única forma de tirar o homem das trevas da ignorância. Podemos citar, nesta época, os pensadores Immanuel Kant, Friedrich Hegel, Montesquieu, Diderot, D'Alembert e Rosseau.
O século XIX é marcado pelo positivismo de Auguste Comte. O ideal de uma sociedade baseada na ordem e progresso influencia nas formas de refletir sobre as coisas. O fato histórico deve falar por si próprio e o método científico, controlado e medido, deve ser a única forma de se chegar ao conhecimento.
Neste mesmo século Karl Marx utiliza o método dialético para desenvolver sua teoria marxista. Através do materialismo histórico, Marx propõe entender o funcionamento da sociedade para poder modificá-la. Através de uma revolução proletária, a burguesia seria retirada do controle dos bens de produção que seriam controlados pelos trabalhadores.
Ainda neste contexto, Friedrich Nietzsche, faz duras críticas aos valores tradicionais da sociedade, representados pelo cristianismo e pela cultura ocidental. O pensamento, para libertar, deve ser livre de qualquer forma de controle moral ou cultural.
ÉPOCA CONTEMPORÂNEA
Durante o século XX várias correntes de pensamentos agiram ao mesmo tempo. As releituras do marxismo e novas propostas surgem a partir de Antonio Gramsci, Henri Lefebvre, Michel Foucault, Louis Althusser e Gyorgy Lukács. A antropologia ganha importância e influencia o pensamento do período, graças aos estudos de Claude Lévi-Strauss. A fenomenologia, descrição das coisas percebidas pela consciência humana, tem seu maior representante em Edmund Husserl. A existência humana ganha importância nas reflexões de Jean-Paul Sartre, o criador do existencialismo

Xª GERES

GERES ESCLARECE : O QUE É A GRIPE INFLUENZA A H1N1
O que é Influenza A H1N1?
A Influeza A H1N1 atual surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que podem atingir suínos, aves e humanos. Apesar de ser chamada inicialmente de "gripe suína", o consumo de produtos de origem suína não transmitem a doença. A transmissão, como todas as outras gripes, se dá pelo ar ou por contato direto com secreções de pacientes infectados.

Por que se chama Influenza A H1N1?

A linhagem responsável pelo surto atual surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que infectam suínos, aves e humanos.

Quais são os sintomas da Influenza A H1N1?
Os sintomas incluem febre alta repentina, superior a 38°C, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações. E ter apresentado sintomas até 10 dias após sair de países que reportaram casos pela influenza A(H1N!) ou ter contato próximo, nos últimos 10 dias, com uma pessoa classificada como caso suspeito de infecção humana pelo novo subtipo de influenza A(H1N12).
OBSERVAÇÃO: contato próximo :cuidar,conviver ou ter contato direto com secreções respiratórias ou fluidos corpotais de um caso suspeito.

Há risco em comer carne suína?
Comunicado do Ministério da Saúde afirma que "o consumo de produtos de origem suína não representa risco à saúde das pessoas".

Como ocorre a transmissão?
Como em qualquer gripe, ocorre pelo ar ou por contato direto com secreções de pessoas infectadas. No início, houve transmissão de porcos doentes para humanos.

Existe tratamento?
Há remédios antivirais eficazes, mas devem ser administrados em até 48 horas depois do aparecimento dos primeiros sintomas da doença.

Como devo agir se estiver com os sintomas?
Não houve detecção da nova gripe no Brasil até o momento. Portanto, quem tiver sintomas de gripe pode tomar remédios sintomáticos e procurar um médico,

Como prevenir?
Ainda não há vacina específica para o novo vírus, mas convém tomar a vacina para gripe comum, embora os benefícios sejam incertos. Alguns antivirais também podem ser usados preventivamente por profissionais de saúde que lidem com casos suspeitos. Quem vai viajar para áreas com a doença, pode levar remédios na mala.

É recomendável ter os antivirais em casa?
Não. O uso indiscriminado do medicamento pode criar vírus resistentes. Vários países, inclusive o Brasil, têm estoques estratégicos do medicamento para serem distribuídos em caso de necessidade.

Qual a principal complicação decorrente da Influenza A H1N1?

A principal complicação é a pneumonia.

Como saber se estou com a Influenza A H1N1?
Não há casos confirmados no Brasil. Pessoas com sintomas de gripe que viajaram para países onde há a doença devem procurar o serviço de saúde da sua cidade.

Qual exame detecta a doença?

Um teste rápido confirma se a pessoa foi infectada por um vírus da gripe. Para saber se o vírus pertence à nova cepa, são necessários exames genéticos que demoram alguns dias.
Posso viajar para países com casos da doença?
Especialistas entrevistados pelo Estado afirmam que, caso seja possível, vale a pena adiar viagens para tais países.

Caso não possa adiar a viagem, quais as recomendações?

Usar máscaras cirúrgicas nos locais afetados, não compartilhar objetos
pessoais, evitar aglomerações e contato com doentes.

Orientações ao doente tossidor
Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
Usar lenços de palel.
Descartar lenços após o uso.
Lavar as mãos após assoar o nariz, usar o banheiro , tossir ou espirrar.
Sentar a pelo menos 1 metro de distância de outros pacientes.
Evitar aglomerações e locais fechados.
Manter a casa arejada e permitir a entrada da luz solar.
Ingerir bastante água potável.

Telefones:
Ouvidoria 0800 -2862828
CIEVS: 31816053 (segunda a sexta horário comercial)
81 fax 31816054 (24 horas)
E-mail: cievs.pe.saude@gmail.com

Sai a nova edição do jornal Correio de Notícias

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Afogadense vence e assume liderança isolada na Série A-2

O Afogadense venceu o Atlético Pernambucano por 1 a 0 hoje (12) à tarde no Estádio Valdemar Viana de Araújo e assumiu a liderança isolada do grupo na primeira rodada da Série A-2.

O único gol da partida foi marcado pelo atacante Buiú, aos 36 minutos do primeiro tempo. Após a partida desta tarde em casa, o Afogadense vai jogar na próxima quarta-feira (15) em Pesqueira.

A torcida compareceu ao estádio registrando um recorde de público, lotando a capacidade total das arquibancadas. 2.060 torcedores compraram ingressos para assistir ao espetáculo esportivo.
Fonte: Blog do Itamar

Jovem esfaqueia seis pessoas e mata uma em tabira

Um jovem de 18 anos, esfaqueou 6 pessoas, matando uma no início da noite deste sábado (11) em um Bairro movimentado na cidade de Tabira- PE, um ataque terrível que chocou a cidade.

A seqüência de agressões começou às 18h na Rua Santa Luzia no Bairro Vitorino Gomes. Segundo testemunhas, por motivos fúteis, John Lennon Francisco de Abreu, de 18 anos, atingiu com golpes de faca cinco moradores. Uma mulher não resistiu aos ataques.

Maria Antonia da Conceição, de 81 anos, morreu ao lado de casa, vítima de várias facadas. Logo em seguida o agressor desferiu golpes contra Vanessa Freire dos Santos, de 16 anos, Domingos Gomes da Silva, de 78 anos, José Severino de Araújo, de 96 anos, e Luiz Amaro da Silva, 66 anos. Eles receberam atendimento médico no Hospital de Tabira, sendo em seguida liberados.

John Lennon, segundo informações de testemunhas, estava sendo tratado contra um problema de depressão. A GT local prendeu o imputado que estava ferido e o conduziu para o Hospital Regional Emília Câmara em Afogados da Ingazeira, onde o mesmo recebeu atendimento médico. Ele foi conduzido para a DP de Tabira onde foi autuado em flagrante delito.

De acordo com a polícia o jovem não tem antecedentes criminais.
Fonte: Blog do Itamar

segunda-feira, 29 de junho de 2009

CANTINHO LITERÁRIO


CANTINHO LITERÁRIO
Por: Antonio dos AnjosPresidente da Academia Afogadense de Letras AAL
E-mail: violasony@ig.com.br
Blog da AAL: WWW.aaletras.blogspot.com

A HISTÓRIA DO LIVRO


O que é o livro? Para fins estatísticos, na década de 60, a UNESCO considerou o livro “uma publicação impressa, não periódica, que consta de no mínimo 49 páginas, sem contar as capas”. O livro é um produto industrial. Mas também é mais do que um simples produto. O primeiro conceito que deveríamos reter é o de que o livro como objeto é o veículo, o suporte de uma informação. O livro é uma das mais revolucionárias invenções do homem.


O LIVRO NA ANTIGUIDADE


Antes mesmo que o homem pensasse em utilizar determinados materiais para escrever (como, por exemplo, fibras vegetais e tecidos), as bibliotecas da Antiguidade estavam repletas de textos gravados em tabuinhas de barro cozido. Eram os primeiros “livros”, depois progressivamente modificados até chegar a ser feitos - em grandes tiragens - em papel impresso mecanicamente, proporcionando facilidade de leitura e transporte. Com eles, tornou-se possível, em todas as épocas, transmitir fatos, acontecimentos históricos, descobertas, tratados, códigos ou apenas entretenimento. Como sua fabricação, a função do livro sofreu enormes modificações dentro das mais diversas sociedades, a ponto de constituir uma mercadoria especial, com técnica, intenção e utilização determinadas. No moderno movimento editorial das chamadas sociedades de consumo, o livro pode ser considerado uma mercadoria cultural, com maior ou menor significado no contexto socioeconômico em que é publicado. Como mercadoria, pode ser comprado, vendido ou trocado. Isso não ocorre, porém, com sua função intrínseca, insubstituível: pode-se dizer que o livro é essencialmente um instrumento cultural de difusão de idéias, transmissão de conceitos, documentação (inclusive fotográfica e iconográfica), entretenimento ou ainda de condensação e acumulação do conhecimento. A palavra escrita venceu o tempo, e o livro conquistou o espaço. Teoricamente, toda a humanidade pode ser atingida por textos que difundem idéias que vão de Sócrates e Horácio a Sartre e McLuhan, de Adolf Hitler a Karl Marx.


ESPELHO DA SOCIEDADE


A história do livro confunde-se, em muitos aspectos, com a história da humanidade. Sempre que escolhem frases e temas, e transmitem idéias e conceitos, os escritores estão elegendo o que consideram significativo no momento histórico e cultural que vi-vem. E assim, fornecem dados para a análise de sua sociedade. O conteúdo de um livro - aceito, discutido ou refutado socialmente - integra a estrutura intelectual dos grupos sociais. Nos primeiros tempos, o escritor geralmente vivia em contato direto com seu público, que era formado por uns poucos letrados, já cientes das opiniões, idéias, imaginação e teses do autor, pela própria convivência que tinha com ele. Muitas vezes, mesmo antes de ser redigido o texto, as idéias nele contidas já haviam sido intensa-mente discutidas pelo escritor e parte de seus leitores. Nessa época, como em várias outras, não se pensava no enorme percentual de analfabetos. Até o século XV, o livro servia exclusivamente a uma pequena minoria de sábios e estudiosos que constituíam os círculos intelectuais (confinados aos mosteiros no início da Idade Média) e que tinham acesso às bibliotecas, cheias de manuscritos ricamente ilustrados. Com o reflorescimento comercial europeu em fins do século XIV, burgueses e comerciantes passaram a integrar o mercado livreiro da época. A erudição laicizou-se, e o número de escritores aumentou, surgindo também as primeiras obras escritas em línguas que não o latim e o grego (reservadas aos textos clássicos e aos assuntos considerados dignos de atenção).Nos séculos XVI e XVII surgiram diversas literaturas nacionais, demonstrando, além do florescimento intelectual da época, que a população letrada dos países europeus estava mais capacitada a adquirir obras escritas.


CULTURA E COMÉRCIO


Com o desenvolvimento do sistema de impressão de Gutenberg, a Europa conseguiu dinamizar a fabricação de livros, imprimindo, em cinqüenta anos, cerca de vinte milhões de exemplares para uma população de quase cem milhões de habitantes, a maioria analfabeta. Para a época, isso significou enorme revolução, demonstrando que a imprensa só se tornou uma realidade diante da necessidade social de ler mais. Impressos em papel, feitos em cadernos costurados e posteriormente encapados, os livros tornaram-se empreendimento cultural e comercial: os editores passaram logo a se preocupar com melhor apresentação e redução de preços. Tudo isso levou à comercialização do livro. E os livreiros baseavam-se no gosto do público para imprimir, sobretudo, obras religiosas, novelas, coleções de anedotas, manuais técnicos e receitas.Mas o percentual de leitores não cresceu na mesma proporção que a expansão demográfica mundial. Somente com as modificações socioculturais e econômicas do século XIX - quando o livro começou a ser utilizado também como meio de divulgação dessas modificações, e o conhecimento passou a significar uma conquista para o homem, que, segundo se acreditava, poderia ascender socialmente se lesse - houve um relativo aumento no número de leitores, sobretudo na França e na Inglaterra, onde alguns editores passaram a produzir, a preços baixos, obras completas de autores famosos. 0 livro era então interpretado como símbolo de liberdade, conseguida por conquistas culturais. Entretanto, na maioria dos países, não houve nenhuma grande modificação nos índices percentuais até o fim da Primeira Guerra Mundial (1914/18), quando surgiram as primeiras grandes tiragens de livros, principalmente romances, novelas e textos didáticos. O número elevado de cópias, além de baratear o preço da unidade, difundiu ainda mais a literatura. Mesmo assim, a maior parte da população de muitos países continuou distanciada, em parte porque o livro, em si, tinha sido durante muitos séculos considerado objeto raro, passível de ser adquirido somente por um pequeno número de eruditos. A grande massa da população mostrou maior receptividade aos jornais, periódicos e folhetins, mais dinâmicos e atualizados, além de acessíveis ao poder aquisitivo da grande maioria.Mas isso não chegou a ameaçar o livro como símbolo cultural de difusão de idéias, como fariam, mais tarde, o rádio, o cinema e a televisão. A mensagem (racional, prática ou emocional) de um livro é sempre intelectual e pode ser revivida a cada momento. A quantidade e a qualidade das idéias colocadas em um texto podem ser aceitas por uma sociedade, ou por ela negadas, quando entram em choque com conceitos ou normas culturalmente admitidas. Nas sociedades modernas, em que a classe média tende a considerar o livro como sinal de status e cultura (erudição), os compra-dores utilizam-no como símbolo mesmo, desvirtuando suas funções ao transformá-lo em livro-objeto.


O MUNDO LÊ MAIS?


Sim, o mundo está lendo mais, mesmo com na Era da informática. No século XX, o consumo e a produção de livros aumentaram progressivamente. Lançado logo após a Segunda Guerra Mundial (1939/45), quando uma das características principais da edição de um livro eram as capas entreteladas ou cartonadas, o livro de bolso constituiu um grande êxito comercial. As obras - sobretudo best-sellers publicados algum tempo antes em edições de luxo - passaram a ser impressas em rotativas, como as revistas, e distribuídas às bancas de jornal. Como as tiragens elevadas permitiam preços muito baixos, essas edições de bolso popularizaram-se e ganharam importância em todo o mundo. Até 1950, existiam somente livros de bolso destinados a pessoas de baixo poder aquisitivo; a partir de 1955, desenvolveu-se a categoria do livro de bolso “de luxo”. As características principais destes últimos eram a abundância de coleções - em 1964 havia mais de duzentas nos Estados Unidos - e a variedade de títulos, endereçados a um público intelectualmente mais refinado. A essa diversificação das categorias adiciona-se a dos pontos de venda, que passaram a abranger, além das bancas de jornal, farmácias, lojas, livrarias, etc. Assim, nos Estados Unidos, o número de títulos publicados em edições de bolso chegou a 35 mil em 1969, representando quase 35% do total dos títulos editados, hoje no Brasil são lançados no mercado Editorial cerca de 4.000 (quatro mil) novos títulos por ano. Portanto, ame o livro como a ti mesmo, pois ele é um amigo fiel e companheiro de todas as horas.

Curso de Gestão Hospitalar

O curso “Desenvolvimento da Gestão dos Hospitais Públicos de Pernambuco”, que está sendo realizado com os novos gestores e diretores dos grandes hospitais do Estado, está chegando na sua reta final. Os resultados dos trabalhos desenvolvidos ao longo desses quatro meses de capacitação foram apresentados, na manhã de hoje, ao vice-governador e secretario de saúde, João Lyra Neto, durante evento realizado no Mar Hotel, em Boa Viagem. Os alunos mostraram as prioridades da gestão dos hospitais e as melhorias que deverão ser realizadas até o final do ano. Na ocasião, cada diretor geral dos seis grandes hospitais (Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Agamenon Magalhães, Barão de Lucena e Regional do Agreste) também apresentou, dentro do novo organograma estabelecido no plano estratégico da Secretaria Estadual de Saúde (SES), os seus gerentes administrativo financeiro, de manutenção e da área médica, além das particularidades de cada unidade.Segundo João Lyra Neto, a realização do curso reflete a decisão política de reestruturar a saúde em Pernambuco, o que inclui a maneira como os hospitais são administrados. “A reestruturação que está acontecendo dentro da SES é resultado da decisão do Governo do Estado de melhorar a assistência à população. Estamos vivendo o momento de congregar esforços para implementar as melhorias. Sabemos que elas não vão acontecer de uma hora para outra, mas esse momento demonstra que estamos mais perto de que longe”, afirmou. Para João Lyra Neto, o curso fortaleceu ainda mais a ideia de rede entre os gestores dos hospitais. “Os hospitais não são instituições isoladas, eles fazem parte de uma rede e precisam entender o seu lugar nela. Esse curso integrou ainda mais os diretores, o que é muito positivo, pois um diretor precisa saber o que está acontecendo nas demais unidades de saúde”, disse.De acordo com a secretária-executiva de Educação e Gestão do Trabalho, Margarida Lima, ao final do curso os gestores terão como missão definir uma gestão estratégica e os encaminhamentos necessários para a sua implantação. “Para nós, é imensamente gratificante ver concretizada toda essa nova estrutura de administração dos hospitais, encaminhada da mesa do próprio governador Eduardo Campos. Os resultados desse novo modelo de gestão já estão sendo construídos, fundamentado na ideia de construção coletiva”, disse. Segundo o coordenador do curso, que foi regido pela TGI, Ricardo de Almeida, essa foi primeira etapa de outros trabalhos que ainda serão realizados com os gestores e diretores dos hospitais. “Diferente de um curso convencional, nosso papel foi fomentar a discussão entre os participantes. O objetivo foi fazer com que eles formulem soluções para a rede, juntos”, disse. O curso trabalhou política de organização dos serviços de saúde, as várias alternativas de modelos de gestão, o sistema estadual de saúde como um todo – desde a sua estrutura até o financiamento -, o plano de estratégia para 2009-2010 (problemas prioritários, indicadores e metas) e o novo modelo de gestão estratégica. “A partir disso, eles discutiram o papel do hospital na rede e o perfil de cada unidade”, acrescentou. Além disso, foram apresentadas metas para serem realizadas até o final do ano, como a inauguração dos setores que estão em reforma no Otávio de Freitas, diminuir tempo de permanência nos hospitais, concluir obras na emergência no Regional do Agreste e a construção do novo Centro Regional de Hemodiálise, entre outras metas.

AFOGADOS DA INGAZEIRA AGORA CONTA COM ATENDIMENTO OFTALMOLÓGICO DE URGÊNCIA E AMBULATORIAL

Os moradores de Afogados da Ingazeira e região contam agora com um novo serviço de saúde – os atendimentos oftalmológicos de urgência e ambulatorial. A X GERES (Gerência Regional de Saúde que abrange os municípios de Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Iguaraci, Ingazeira, Itapetim, Quixabá, Santa Terezinha, São José do Egito, Solidão, Tabira e Tuparetama), fechou convênio com uma clínica particular da cidade e, com isso, todos os pacientes que chegam ao Hospital Regional Emília Câmara em busca desta especialidade são encaminhados e recebem o tratamento adequado, sem custo algum. Segundo o diretor do Hospital Regional Emília Câmara, Marcílio Valadares, por enquanto, todo o atendimento está sendo realizado na clínica. "Porém, a nossa expectativa é que, em breve, seja estruturada uma sala, com todos os equipamentos necessários, no próprio hospital", afirma Marcílio Valadares. O Diretor da X Geres, Dr Maurício Valadares também comemorou a conquista. "Aos poucos, vamos dotar o Hospital Regional do aparato necessário para que ele atenda as mais diversas especialidades", comemora. O serviço de oftalmologia na maioria das cidades da região era até então quase que uma exclusividade da rede privada, com excessões. Agora, com o serviço, a unidade dá importante salto de qualidade.